28 de outubro 2020

Por: Débora Garofalo *    Fonte: Uol

Vocês já pararam para pensar como estamos ensinando? Estamos realmente conseguindo colocar o estudante no centro do processo de aprendizagem? Eles estão conseguindo aliar a aprendizagem as suas expectativas?

Esses questionamentos não ocorrem somente neste momento de pandemia, em que estamos promovendo um ensino emergencial, mas acarretado a necessidade de inserir nossos estudantes aos novos tempos e a compreensão que a escola e a educação é um espaço para vivências.

Se analisarmos as exigências para ingresso do mercado de trabalho, vamos constatar que muito é esperado dos nossos estudantes, que serão futuros candidatos. Como as hard skills (habilidades aprendidas e ou ensinadas), como falar uma língua estrangeira, habilidades a ferramentas tecnológicas, entre outras e nas primeiras avaliações de impacto os estudantes serão cobrados por habilidades soft skills (habilidades sociocomportamentais) e ou habilidades socioemocionais, que são bem mais difícil de reconhecer e muitas mais cobradas nos dias de hoje, como colaboração, resoluções de problemas, empatia, entre outras.

As 10 competências da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), além do novo conceito ofertados ao desenvolvimento cognitivo dos estudantes através de competências, estão incluídas as competências socioemocionais, consideradas fundamentais para o convívio em sociedade.

Essas habilidades são centradas em aptidões não cognitivas e ganharam força nos últimos anos por permitir que estudantes aprendam a administrar emoções. Neste sentido, a sala de aula é um espaço propício para vivenciá-las e desenvolver o pensamento autônomo de crianças e adolescentes, podendo verdadeiramente reduzir casos de conflitos nas unidades escolares, como a indisciplina e ensinar os estudantes a lidarem com diferentes situações melhorando a relação consigo e com o outro.

Em linhas gerais o trabalho a BNCC, prevê que o trabalho com as socioemocionais contempla:

Aprender a agir, exercer a autonomia emocional, respeitar e expressar sentimentos e emoções;

Atuar em grupo de maneira funcional, mostrar apto a construir relações de respeito e diversidade, sendo solidário ao outro.

Para levar para a sala de aula

Na sala de aula temos uma gama de possibilidades para trabalhar que perpassa cultura maker, a do faça você mesmo, as metodologias ativas, como o design thinking, debates e até acolhimentos iniciais.

Cultura maker: O movimento maker propõe a possibilidade de trabalhar com resoluções de problemas, utilizando a colaboração, o trabalho em grupo em que os estudantes de uma maneira natural vão trabalhando com as habilidades socioemocionais. A própria concepção do espaço auxilia para o desenvolvimento e o exercício das habilidades socioemocionais.

Design thinking: A metodologia do design thinking tem a possibilidade construir e reconstruir ideias, utilizando mapas mentais para que os estudantes reflitam, teçam opiniões, exercitem seus sentimentos e trabalhem em colaboração. A partir desta metodologia é possível trabalhar com debates, estudos de casos em que os alunos possam se colocar no lugar uns dos outros.

Acolhimento inicial: Iniciar a aula com a oportunidade de ouvir os estudantes é uma excelente possibilidade, além de possibilitar que os próprios estudantes cuidem do acolhimento uns dos outros, fomentando uma nova cultura.

Aproveite o espaço dos comentários e comente quais atividades costumam realizar com os seus estudantes. A sua prática pode inspirar muitos outros educadores a começar com o trabalho socioemocional.

Um abraço e até a próxima semana.

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