A escola brasileira dos dias atuais

A escola brasileira dos dias atuais

por Estevão Gomes Marques

 

Recentemente foi divulgada uma notícia sobre um grupo de alunos do Distrito Federal que venceu uma premiação voltada para robótica na Coreia do Sul. Analisando a realidade escolar brasileira, esse é um exemplo inovador e capaz de fazer com que imaginemos várias possibilidades para uma nova visão de ensino. Cabe a nós questionar: o que diferencia o olhar para uma escola obsoleta de uma instituição inovadora?

Ao encarar o cenário em que vivemos, percebemos que o avanço tecnológico cresce de maneira expressiva a cada ano. Isso significa que o saber pode estar apenas a alguns cliques de distância. Logo, é certo que uma criança capaz de buscar por aquilo que deseja não se encaixaria em um modelo que foi feito apenas para trabalhar de forma expositiva. Não existe mais espaço para esse formato. 

Por outro lado, somos uma sociedade que abraçou o ensino à distância por um período e, infelizmente, colhe os frutos disso. Foi divulgado pelo MEC que 53,1% dos concluintes de cursos de licenciaturas na modalidade EaD tiveram desempenho insuficiente no Enade do ano de 2025. Para além desse resultado, que demonstra que esse tipo de formação não contempla as demandas reais, adequar-se para lecionar em 2026 exige estar por dentro de metodologias ativas que possam guiar a um verdadeiro aprendizado. O professor não é mais a única fonte de informação, mas um condutor que leva o aluno a desenvolver o que tem de melhor. 

Agora que debatemos esses componentes, será que entendemos o que torna uma escola moderna? Segundo dados do MEC, nenhuma escola de São Paulo está entre as 100 com maior nota do ENEM. Aquelas que aparecem neste ranking não estão ligadas à rede estadual e exigem processo seletivo para ingresso. Somado a isso, ainda somos o país que tem milhões de brasileiros sem concluir o ensino básico.

A realidade educacional brasileira precisa que o conceito de “novo” esteja alinhado ao que está em constante evolução. É certo que temos, hoje, políticas públicas que combatem a evasão de alunos e favorecem a conclusão dos estudos. Para modernizar cada vez mais a educação, precisamos continuar promovendo a equidade entre os estudantes de diferentes contextos, munir nossos educadores para uma sala de aula real e encorajar nossos alunos a viverem um aprendizado que ultrapasse as quatro paredes, expandindo-se para o mundo.