Inovar na educação é reconectar o aluno à aprendizagem
Por Amanda Mussauer
Se você tem interesse na área de educação, já deve ter percebido que o tópico mais abordado ultimamente para esse segmento tem sido inovação e metodologias ativas de ensino. E não é para menos.
Depois de uma pandemia que acarretou na distância física dos alunos, nós, educadores, nos deparamos com um novo público. Ainda mais imediatista e com um tempo médio de atenção bem mais curto. Sem contar a relação com a tecnologia e seus aparatos, que ficou muito mais latente. Foi com base nesse novo paradigma que o conceito de inovação na educação começou a ser cada vez mais utilizado. Inevitavelmente, a inovação passou a ser relacionada com o uso dessa tecnologia que se tornou ainda mais presente. Mas será que é isso mesmo? Será que a inovação na educação se reduz apenas ao uso do celular para fins pedagógicos em sala de aula?
Em nossa realidade como escola descobrimos que não. Na verdade, uma inovação é sempre algo novo, criada para solucionar a necessidade real de um grupo de pessoas e que, ao ser colocada em prática, gera um valor agregado tão grande que facilmente é percebida. Ou seja, a inovação em si não depende de tecnologia, não precisa ser algo extremamente complexo e não requer, necessariamente, investimentos altíssimos para sua implementação. Portanto, um roteiro de aulas práticas, um material de direcionamento para os professores, uma semana de treinamentos, tudo isso pode ser considerado uma inovação se cumprir o papel de solucionar um problema de determinada realidade. Assim como o uso de computadores em sala para todos os alunos e a realização de jogos on-line também podem ser considerados inovações se a realidade da escola e do público em si for outra. É sempre importante reforçarmos esse tópico para que todos entendam, independentemente de onde estiverem, que é possível inovar. E que é necessário inovar, já que o aluno de hoje realmente é um aluno diferenciado e precisa se conectar novamente com a escola.