15 de outubro 2019

Por: Bárbara Forte *    Fonte: UOL

“Se você não estudar, vai assassinar 30 crianças por ano”, ouvia Débora Garofalo de uma professora do magistério [antigo curso de formação docente], em 1996. Ela tinha 16 anos e levou o ensinamento a sério.

Acreditando no papel decisivo que o professor tem na vida de cada aluno e já formada em Letras e Pedagogia, ela criou um projeto que transformou em solução um problema que afeta diretamente o dia a dia dos estudantes de uma escola municipal da periferia de São Paulo: o lixo.

“Na primeira aula fora da escola, eu fiquei sem comer por dois dias. Eu via ratos enormes entrando nas casas das crianças. É muito duro.”

Débora dava aulas na EMEF (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Almirante Ary Parreiras, instituição localizada entre quatro grandes favelas da zona sul de São Paulo (Alba, Vietnã, Beira Rio 1 e 2), e foi para a rua com os alunos para juntar resíduos e usá-los em aulas de tecnologia.

O projeto “Robótica com sucata promovendo a sustentabilidade” recolheu, nos últimos quatro anos, cerca de uma tonelada de lixo das ruas do bairro Vila Babilônia para transformar em componentes de circuitos eletrônicos.

A iniciativa rendeu a Débora a indicação ao Global Teacher Prize 2019, premiação considerada o Nobel da Educação. A professora ficou entre os dez finalistas, tornando-se a primeira mulher brasileira a alcançar o feito, e foi convidada pela Secretaria de Educação de São Paulo para replicar o modelo criado por ela para 2,5 milhões de estudantes no estado.

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